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REVIEW | PRETTY LITTLE LIARS

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Adeus, Rosewood.

Há sete anos tive a oportunidade de conhecer Spencer, Aria, Hanna e Emily, quatro amigas do colegial que já não eram tão próximas como haviam sido um dia, mas que permaneciam unidas por um fator comum: Alison DiLaurentis (Sasha Pieterse), uma jovem manipuladora que uma noite desapareceu. Porém Alison sempre esteve presente na vida das meninas, mesmo quando seu paradeiro era inimaginável e nenhuma pista havia sido deixada. Aquela menina, com seu jeito persuasivo e carisma inabalável, marcou as quatro para sempre e, mal eu sabia, também iria me marcar.


Costumamos assistir séries como uma forma de viver outras vidas - uma válvula de escape - e com Pretty Little Liars não poderia ser diferente, bastava escolher qual personagem lhe era mais conveniente, visto que opções não faltavam. Spencer Hastings (Troian Bellisario) era a inteligente e lógica, Aria Montgomery (Lucy Hale) possuía personalidade e ótimo gosto musical, Hanna Marin (Ashley Benson) conseguia o que queria com sua atitude e estilo de it girl e Emily Fields (Shay Mitchell) era a boa filha que se dedicava aos esportes – essa, na verdade, é a percepção incicial que o telespectador tem em relação as “Liars”, porém, com a série de I. Marlene King nada é o que parece ser à primeira vista e cada uma dessas meninas apresenta um desenvolvimento complexo repleto de reviravoltas e segredos. Muitos segredos.

Toda história tem uma base sólida e, no caso de Pretty Little Liars, essa base são os mistérios que rodeiam as cinco meninas, especialmente Alison. Entretanto, muitos são os vestígios relacionados ao desaparecimento da garota, o que gera inúmeras reviravoltas e um crescente números de perguntas sem resposta. E, em algum momento ao longo do caminho (160 episódios) a solidez se perde.


Por exemplo, a identidade de “-A”, o perseguidor que parece conhecer tudo aquilo que as meninas buscam esconder, é revelada em mais de uma ocasião e pessoas são apontadas como cúmplices e, a cada revelação, torna-se complicado dar credibilidade aos personagens mesmo quando são isentados de qualquer culpa pois os mesmos tiveram “motivações altruístas” que justificam seus atos. Quando a verdadeira face de “-A” é descoberta pelo público, ao final da primeira parte da sexta temporada, o mesmo se mostrou divido pois, pouco antes, Pretty Little Liars havia sido renovada para uma sétima e última temporada, gerando opiniões divergentes – não seria a hora de terminar? 

Contudo, I. Marlene King procura ousar e cria uma nova ameaça à segurança das jovens, agora cinco anos mais velhas, muito mais perigosa em relação anterior. Dessa forma acompanhamos enquanto as amigas ganham um jogo macabro – Liar’s Lament – e passam a ter suas vidas determinadas por ele, visto que o jogo irá ditar suas ações que, apesar de gerarem consequências desastrosas, garantirão um prêmio há muito almejado: não terminar atrás das grades.

Num último episódio de pouco mais de 1h e 20min de duração, os roteiristas procuram entregar muitas coisas aos espectadores e amarrar o máximo de pontas soltas possíveis, todavia, opta-se por dar prioridade aos assuntos mais urgentes, para que os fãs possam sentir o gosto de um encerramento. Particularmente, achei intrigante e a melhor solução a qual poderiam chegar, mas infelizmente foi difícil sentir a mesma conexão com os personagens que sentia no início.


Pretty Little Liars encerra seu último ano de forma não tão gloriosa, porém satisfatória, de certa forma, visto que finalmente foi possível chegar a um desfecho. Após manter os fãs (incluindo eu) imersos nesse universo durante anos, em parte devido a nostalgia, a série deixa um gosto agridoce, uma vez que a felicidade proporcionada pela series finale chega de mãos dadas com o reconhecimento de que na semana seguinte não haverá um novo episódio. De fato, um adeus esperado, porém para o qual eu não estava preparada.


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