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Resenha | A Garota no Trem - Paula Hawkins

segunda-feira, 8 de maio de 2017
Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio por galpões, caixas-d’água, pontas, casebres e aconchegantes casas vitorianas.
Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Jason -, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida.
Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos mas também da vida de todos os envolvimentos.
Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A Garota no Trem é um thriller digno de Hitchcock ser compulsivamente devorado.

É com muita felicidade que digo que minha volta às resenhas - diz ela esperançosa – será com esse thriller maravilhoso que ocupa minha meta de leitura há tanto tempo.

Comecei a ler A Garota no Trem no dia 7 de Março, o que significa que levei quase dois meses para terminar a leitura. Em minha defesa, a culpa não foi minha. Fatores como provas, trabalhos, falta de tempo e – o mais inusitado e inédito de todos – um mega spoiler dado pelo motorista do Cabify, me atrasaram um pouco. Mas, alguns dias atrás, consegui deixar todas essas complicações de lado e engatar de vez nessa história.

Primeiro quero dizer que eu fiz a escolha de ler o livro e fazer a resenha antes de assistir o filme, o que significa que futuramente – espero que em breve – vai ter um Review ou um Livro x Filme ou um texto enorme sobre a minha decepção com a adaptação... O motorista do Cabify tinha bastante a dizer sobre essa história e vários spoilers para dar. Mas, o que o está no futuro não importa ainda, então vamos à resenha.
Eu estava seguindo os passos dela. Ela fez tudo isso.
Faz um tempo desde o último suspense psicológico que eu li, se não me engano foi Onde Cantam os Pássaros, e toda vez que eu fico muito tempo sem ler esse gênero esqueço o quanto eu o adoro. 

Esse é o exato tipo de thriller que eu amo. São três pontos de vista completamente diferentes, dois se passam no presente – Rachel e Anna – e um se passa um pouco no passado – Megan/Jess – pra dar um sentido para a história. Essas três mulheres são nossas personagens principais e, surpreendentemente, são todas igualmente bem desenvolvidas. A autora conseguiu de maneira exemplar direcionar todos os personagens de forma completa, sem fazer com que o leitor sinta que um é mais importante que o outro.

A escrita do livro é perfeita para um suspense, cada capítulo termina de uma maneira que te deixa morrendo para descobrir o que acontece no próximo. A cada descoberta, surge uma nova pergunta, o que pode ser difícil de conciliar, mas a autora conseguiu fazê-lo.

O final é surpreendente, mas olhando do ponto de vista geral percebe-se que existem dicas e prenúncios durante toda leitura. É com toda certeza o final que faz mais sentido e deixou zero a desejar.



Com tudo isso dito, minha nota é um solido cinco. Meus problemas na leitura foram exclusivamente externos então não acho justo considerá-los na nota. Das primeiras as últimas palavras, o livro foi uma bela e emocionante viajem.


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