sábado, 1 de abril de 2017

Resenha | A Elite - Kiera Cass

A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto. America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, perdida em sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer e ela está prestes a perder sua chance de escolher.

Num universo onde trinta e cinco garotas são escolhidas aleatoriamente afim de se tornarem candidatas ao posto de rainha de Illéa, America Singer já não é mais uma simples Selecionada. America, antes uma jovem de casta cinco, subiu ao posto de três, e, contra todas as expectativas, chegou a Elite, o seleto grupo de seis garotas que permanecem na disputa pela coroa e pelo coração do príncipe. 

Marlee e Kriss eram as preferidas do público - mais do que eu - e Celeste e Elise tinham seus contatos. Eu tinha o coração de Maxon.

É inegável que Maxon Schreave está cada vez mais apaixonado por America e que, apesar de seus sentimentos conflituosos, America sente o mesmo. Com a crescente química entre os personagens ao longo do livro é de se esperar que ambos acabam se rendendo, todavia, um inesperado acontecimento acaba marcando as jovens da Elite e fazendo com que America repense seu envolvimento com o príncipe herdeiro. 

Além de suas próprias dúvidas, sempre há a constante presença de Aspen Leger, seu primeiro amor e agora soldado da Guarda Real. É preciso admitir que, em determinado momento, America e Aspen se dão conta de que a relação que possuíam já não existe mais e que, mesmo assim, ambos insistem em agarrar-se ao passado com medo de enfrentar as incertezas do futuro. E isso acaba tornando a trama, quando centralizada nos dois, um pouco exaustiva, pois não gera nenhum desfecho. 

Foi você quem mudou nossa relação ao me abandonar na casa da árvore; e você não para de pensar que, se forçar bastante, vai fazer tudo voltar a ser como antes. Não é assim que funciona. Me dê uma chance de escolher você.

Pode ser dito o mesmo em relação aos constantes ataques rebeldes ao castelo. Por diversas vezes observamos os personagens em situações tensas, mas que infelizmente não chegam a lugar algum. Kiera Cass nada e morre na praia com esse núcleo de A Elite, uma vez que seria um ponto muito interessante a ser abordado detalhadamente, mas que recebe somente pinceladas e alguns toques graças aos Diários de Gregory Illéa


Confesso que a escrita de Cass é, inegavelmente, viciante. Seus capítulos são capazes de prender a atenção do leitor e fazer com que o mundo real seja esquecido durante a leitura. Porém, é preciso ter em mente que uma vez abordada a temática política como parte importante da trama, é necessário que a mesma seja trabalhada, até mesmo para enriquecer o conteúdo quando observado numa ótica geral. 

America e Maxon são personagens confusos quanto ao que almejam e existem aqueles que estão a espera de uma oportunidade para que suas dúvidas cresçam cada dia mais; é o caso de Aspen, Celeste, Kriss e até mesmo do Rei Clarckson. Nesse ponto, Cass acerta novamente e entrega um conflito pessoal agradável, assim como no primeiro livro. Infelizmente, a trama não parece caminhar e nos resta esperar que a mesma seja desenvolvida de maneira melhor no desfecho da trilogia.



Mesmo sabendo que existem impressões diferentes que acabam resultando em tonalidades diferentes para a cor que predomina a capa de "A Elite", imagino que todos podemos concordar que são variações de vermelho, uma vez que a trilogia conta com as cores da bandeira oficial americana. Logo, o primeiro desafio - um livro com a capa vermelha - acaba de ser concluído com sucesso!


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